postais da ria (42) – moliceiros, uma memória condenada?


como é enorme o pequeno moliceiro do ti virgílio!

como é enorme o pequeno moliceiro do ti virgílio!

ao contrário dos rios
correr para a nascente
procurar na rocha
os cristais de água

recusar a ilusão
desconstruir a máscara
por mais bela

escutar o silêncio
por demais repetido
onde se acolhe a voz da razão

não ser teu o tempo
onde a tua voz
será o melhor tempo

vê bem quando olhas
diz o que pensas
calar é

há quem sorria só hoje

isto são moliceiros

isto são moliceiros

(regata de moliceiros, s. paio, torreira, setembro, 2014)