abril 41 anos depois


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floriram cravos nas pontas
das espingardas
eram vermelhos como o sangue
que não correu
em abril a 25 no ano de 74

de paz se queriam os dias a vir
livres e solares
escritos com a mesma letra
d de dar

saltaram cravos para as lapelas
nos dias de festa e foram muitos
disfarce também para filhos da mãe
os mesmos que sem eles agora

hoje só com a bandeira na bando do casaco
libertos de disfarce incómodo na festa
foram donos e senhores efémeros

estariam ali fosse ela nacional ou
da república em democracia eleita
guardadas estavam as cadeiras
o tempo era a única oposição conhecida

em verdade te digo que mentem

o cravo é vermelho

o cravo é vermelho

(coimbra; 25 de abril; 2015)

2 thoughts on “abril 41 anos depois

  1. Gostei do artigo, e de te ver neste dia de hoje, 25 de Abril, com um sorriso “gorim”, segurando o Cravo vermelho.

    Ser “gorim”, na ficção de David Eddings, é ser mágico-“UL” (pai dos deuses), criador do “Prolgu” – universo paradisíaco habitado pelos “Ulgos”.

    Assim assumido na personagem “gorim” – mágico, cabe-te a enorme responsabilidade de plantar cravos vermelhos para que seja possível criar na nossa Terra o paraíso.

    Eu estive hoje a festejar o Dia no Centro Cultural de Belem (CCB), este ano organizado em parceria com o Cinema, e lá assisti a um clássico filme e dois belos concertos, na companhia de uma amiga. São 3 dias de Festa da Música, para todos os gostos e idades, com muitos sorrisos, e cravos vermelhos nalgumas lapelas.

    25 de Abril Sempre!

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