crónicas da xávega (94)


fico com os barcos

como se ave fora e voasse

como se ave fora e voasse

quando a faca corta a água
o sangue é incolor
como se o mar chorasse

despeço-me de ti
porque já não és
e eu que fui contigo
sou agora outro

fico com os barcos
reaprendo a navegar

navegar é preciso....

navegar é preciso….

(torreira; barco de mar maria de fátima; 2015)

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