os moliceiros têm vela (167)


continuar

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“andar à vara”

o que resta de mim
é o haver ainda
uma flor por nascer
outras que pouco vejo
mas sinto minhas

abro os olhos cansado
cada dia mais seco

agarro-me às raízes
enterradas fundo no mar
ao moliço da ria antiga
vara espetada no lodo dos dias
empurrando um casco velho

abro os olhos cansado
cada dia mais seco

reinvento-me para continuar

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tanta arte quanto à vela

(torreira; regata do s. paio; 2010)

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