crónicas da xávega (322)


escrever com os olhos
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leirosa; carregar o saco; 2019

para mim, chegou ao fim mais uma época de fotografia daquilo de que efectivamente gosto. também eu tive a minha safra: o semear artesanal do arroz no baixo mondego, a ria de aveiro, com as bateiras e os moliceiros, a xávega em lavos e na leirosa, o sal na morraceira e nos armazéns de lavos.
ficam muitos registos guardados no armazém, em bruto e por trabalhar, que até à próxima época aqui estarão a dizer o como foi, a serem a memória dos dias dos homens, das mulheres e das fainas que registei.
mais que palavras é a escrita dos olhos que vou por aí deixando, sem pretensões de arte, nem de “bonitos”, mas procurando registar as fainas na sua forma mais pura: sem encenação
obrigado a todos os que registei e que, de forma efémera, oferto aos olhos de quem passa.

2 thoughts on “crónicas da xávega (322)

  1. Mais, aqui não cabe a minha inquietação.
    Há muito que a tua caneta só escrevia palavras amargas. Ficavam gravadas na areia como as patinhas das gaivotas. Ficam, nas nuvens, agora carregadas de água, no aproximar da tempestade. Faz pouco Sol, mas o suficiente para não gostar de ler a palavra “ADEUS”. Um abraço da “Amiga”

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