Ângelo de Lima [ Porto 1872 – Lisboa 1921 ]


POESIA Y OTRAS LETRAS

A confusão da matéria e do espírito em que Ângelo de Lima se afundou, é mais do que uma confusão de palavras. No sentido de que a palavra, como legítima e lógica, não admite interferências no livre desenvolvimento do delírio de que o poder gostaria ver aprisionado. Na medida em que se podem apreciar os versos deste poeta, valida-se a legitimidade de uma concepção da realidade (alternada por luzes e trevas) e de todas as ações que derivam dela, como caminhos que se perdem na floresta da dor da qual o escritor nunca saiu e nunca sequer entrou.

Os poemas apresentados procedem de Orpheu, Revistra Trimestral de Literatura, directores Fernando Pessoa, Mario de Sá-Carneiro, n°2, 1915. O poema Pára-me de repente o Pensamento… foi publicado em várias revistas literárias, com ligeiras alteraões, de 1900 (O Portugal) a 1935 (Sudeste). Na transcrição dos textos…

View original post mais 1.124 palavras