25 de abril de 2017


um cravo para ti

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mais do que a palavra
somos o gesto

mais do que o pensar
somos o fazer

mais do que únicos
somos solidários

não somos diferentes
somos assim

temos a liberdade de o ser
por isso lutámos

temos a liberdade de te dizer
é teu o que conquistámos
mesmo que o não sintas
porque não viveste o antes

mais do que a mão que fere
somos a mão que dá

nessa mão um cravo
um cravo para ti
hoje que é 25 de abril
e tu sem o sentires
és a razão de termos feito

de continuarmos a ser
mais do que a palavra
o gesto

dentro dele o teu cravo

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(coimbra; 25 de abril de 2017)

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joão damasceno na casa da escrita (versão integral)


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joão damasceno (foto cedida por rui damasceno)

coimbra, 28 de junho de 2016.

faziam exactamente 6 anos, que o poeta joão damasceno partiu e deixou-nos as suas palavras, ou seja, ficou mesmo tendo partido.

deixou-nos um livro por editar ” CARTA DE PROBABILIDADES DE EROSÃO CELESTE”. o lançamento desse livro – composto e impresso pelo irmão rui damasceno, na tipografia da família – realizou-se na casa da escrita, em coimbra.

este vídeo é a versão integral da apresentação

a 28 de junho de 2016 houve uma geração que se chamou “joão damasceno” .

a sessão foi aberta pelo curador da casa da escrita, antónio vilhena, e a apresentação do poeta feita por joão rasteiro. paulo archer falou sobre a obra e a vida do amigo joão. a poesia foi dita pelo irmão rui damasceno acompanhado pelo sobrinho pedro damasceno

Obra publicada:

1983, Corpo Cru, Fenda;
1985, Alma-Fria, Sketches Policiários, Fenda;
1986, Cinco Suicídios, Fenda;
1989, Retrato do Artista Quando Jovem aos Pés da Rainha Santa Isabel, Fenda;
2016, Carta de Probabilidades de Erosão Celeste, Tipografia Damasceno.

“Poema de JOÃO DAMASCENO

NOVA CARTA AOS PSIQUIATRAS

Disseram que ia ser confortável, que ia ficar tranquilo

Deram-me os vossos comprimidos:
Quero masturbar-me e não posso

Onde está a minha solidão? Quero a minha solidão
Onde está a minha angústia? Quero a minha angústia
Onde está a minha dor? Quero a minha dor

Deram-me os vossos comprimidos:

Engordei e fiquei lustroso como um gato a quem tivessem cortado os tomates”

in ” Corpo Cru”

para encomendar reedições dos livros esgotados, todos excepto o último, contactar a tipografia damasceno em coimbra- 239 822 210

 

“Abril antes de Abril”: o vídeo do lançamento


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a crise de 69, em coimbra, vista por rui namorado e comentada por adelino castro, alberto martins, pio de abreu e strecht monteiro.

o livro, para além do abundante acervo documental, enquadra a crise no contexto politico nacional e internacional, movimentos precedentes e posteriores.

o vídeo regista a sessão de apresentação, no dia 16 de abril, de 2016, no auditório da faculdade de economia da universidade de coimbra. inseriram-se as fotos do acervo de rui namorado, constantes do livro e na sequência em que nele surgem.

os livros do desassossego de fernando pessoa


na lápis de memórias, no atrium solum , em coimbra, no dia 17 de março de 2016, teresa rita lopes trouxe consigo a sua última obra ” livros do desassossego de fernando pessoa” e o seu imenso conhecimento de pessoa.

ensinou-me que pior que não conhecer, é conhecer errado. ouvi-la é entrar num mundo onde pessoa é a pessoa que de facto foi, numa obra que é muito mais e diversa, daquela que nos foi dado conhecer por outros.

é para este mundo que vos convido no registo que fiz na “lápis de memórias”, em coimbra

 

fernandito meireles, outubro, 2014


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concerto incluído na semana internacional de guitarra, organizada pela orquestra clássica do centro, no pavilhão de portugal, em coimbra

no dia 19 de outubro de 2014

“Exposição / apresentação de instrumentos do construtor Fernando Meireles

Concerto com Fernando Meireles & friends

Percussão – Estela Lopes; guitarra–Amadeu Magalhães; Fernandito Meireles – violino

Fernando Meireles – sanfona e bandolim

Fernando Meireles, músico, investigador e artesão, o mais afamado construtor de guitarras portuguesas e o único que se aventurou na arte de recriar um instrumento medieval, a sanfona.

“De todas as tarefas que desempenho a que me dá mais prazer é construir instrumentos. Comecei a fazê-los porque os tocava, mas agora toco-os por os fazer. Se não os tocasse e investigasse, nunca teria atingido o nível que atingi.” Nomes como Júlio Pereira, Pedro Caldeira Cabral ou Amadeu Magalhães não abdicam de tocar com peças que possuem a marca de fabrico artesanal deste jovem de idade incerta que nasceu em Penafiel e vive em Coimbra, onde tem um ateliê no edifício da Associação Académica.

Neste concerto são interpretadas Músicas das tradições europeias com destaque para a Música Tradicional Portuguesa”

 

um amigo para os amigos


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o meu amigo do mar, para os meus amigos da terra

ontem em coimbra

tarde de sol aberto, temperatura amena, sábado, dezembro.

ontem em coimbra

o adelino castro e a carla, da lápis de memórias, abriram as portas a um amigo, para a apresentação de um livro de que não eram editores, deram o que tinham. num sábado à tarde, de sol aberto, em dezembro, com a  temperatura amena

ontem em coimbra

o diamantino e a ção vieram de aveiro, o diamantino fez a apresentação do livro, com uma palestra caminhando pelos trilhos do livro e do autor. num sábado à tarde, em dezembro, pleno de sol e temperatura amena.

ontem em coimbra

a teresa namorado, veio da figueira, o manuel marques embora achacado, veio e despediu-se que em casa era preciso, a mariana alface, o fernando (com o beijo da lena também), o antónio vilhena,  a isabel faria, a conceição ruivo; estiveram numa cave, com luz artificial, num dia pleno de sol, num sábado de dezembro, à tarde.

ontem em coimbra

foi bom saber que amigos tenho que trocaram o sol de dezembro, num sábado à tarde para estarem comigo na apresentação de “sou tudo o que aqui encontras”. foi bom encontrá-los porque eu também sou eles.

obrigado por serem

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o meu amigo agostinho trabalhito, pescador da torreira e de portugal

pedras haja


caminhar por aí

caminhar por aí

perdi a conta às pedras
com elas um caminho
diverso do inicial
como tudo
entre rascunho e obra
no meio à frente em torno
pedras sempre
caminhos

impossível
escolher o escolho
imprevisto

antes da vida a água
antes da água a pedra
primordial
enorme em torno do sol
sequiosa solitária a ser

perdi as pedras nas contas
desmemoriado caminho

pedras haja

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(coimbra, 2014)

josé luís peixoto apresenta “galveias”, em coimbra


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o interior do café sta cruz, em janeiro, de acordo com o calendário de “galveias”

depois, muito depois dos homens, ficam alguns livros, muitas estórias e, por vezes, os nomes e imagens de alguns autores. ser efémero é ser humano, permanecer para além dos dias habitados é deixar obra.

com “galveias”, josé luís peixoto corre o sério risco de continuar a habitar esta coisa chamada vida, muito tempo depois de ter abandonado a casa que o acolheu, que nos acolhe. quando um livro nos dá prazer e trabalho, é um LIVRO. galveias é. o josé luís permanecerá.

fica aqui o registo possível da apresentação em coimbra, no café sta cruz, no dia 17 de outubro, de 2014 e um parágrafo de “galveias”, que me marcou pela beleza, simplicidade e trabalho de sentir que o josé luís consegue escrever assim.

“ANTES, COSTUMAVA GOSTAR DE SETEMBRO. Na sua lembrança, era um mês afável, que tratava os dias com uma cortesia fina, ligeiramente arcaica. Começava mais quente, a tocar em , agosto, e acabava mais fresco, pronto a dar a vez a outubro, sem escândalo, com a natureza preparada, sempre em respeito e lisura.”

José Luís Peixoto, in “Galveias“

clip 1

clip 2

clip 3

clip 4

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o interior do café sta cruz, em setembro, de acordo com o calendário de “galveias”