figueira da foz
“ESCREVER DEPOIS DE UM DIA DE TRABALHO ÁRDUO” de luís filipe parrado
” O prazo” de madalena de castro campos
do livro “La mariée mise à nu”
“SAL DO MUNDO: CARTA PARA OS MEUS FILHOS” de ivo machado
“Resta-nos o relógio …” de leonora rosado
a beleza do sal (129)
no sal a memória do sol e do mar

estalam-me na cabeça os tufões medonhos do atlântico sul rebentam-me nos olhos as calemas de março o simoun enche-me a boca de areia e raiva lambem-me o sexo as chamas que no verão devoram pinhais e searas tremem-me as mãos sinto nos dedos os abalos de agadir mergulham ante meus olhos horrorizados todos os passageiros do titanic o amazonas corre-me nas veias ribombam-me no coração as cataratas do niagara os ouvidos rebentam-me com a pressão dos grandes rios a entrarem no mar o corpo arde na fogueira possesso de um demónio inventado pela inquisição todo eu tremo ante tanto desvario e tudo se conjuga no rodopiar do carrossel louco desta cabeça que não sei se é minha mas que pesa como se fosse o mundo
“Poema I” – (Panfleto contra a paisagem) de josé gomes ferreira
“ESCRITO NUM LIVRO ABANDONADO EM VIAGEM” de álvaro de campos
no dia 10 de fevereiro de 2020 publiquei o primeiro vídeo desta série de poesia lida em voz alta, a que chamei “quase”. dois anos passaram e mais de 320 clips foram publicados, mais de 200 estão prontos a ir para o ar e as gravações continuam – quando me apetece e ….
ao longo deste tempo os clips foram semanais, bissemanais e trissemanais. a partir de hoje serão diários, de segunda a sexta.
cerca de quarenta e um anos passados sobre a primeira vez em que, em coimbra, li poesia em público, regresso com o mesmo livro e o mesmo autor “álvaro de campos”
como alguém escreveu: “um poema por dia, não sabe o bem que lhe fazia”, a intenção é essa. espero não desiludir
“PRECE” de manuel silva-terra
do livro “ÍNDIGO” constante da colectânea “CAMPOS MAGNÉTICOS”
“como se fosse um prefácio” de isabel mendes ferreira
do livro “UM CORPO (SUB)EXPOSTO”
