“onde nunca partes” de antónio canteiro
terceiro excerto do livro “Curta Metragem” de teresa alvarez
segundo excerto do livro “Curta Metragem” de teresa alvarez
primeiro excerto do livro “Curta Metragem” de teresa alvarez
RUY BELO [ São João da Ribeira, 1933 – Queluz, 1978 ]
poesia sempre: ruy belo

Sua obra é hoje considerada fundamental no marco dos anos ’60 e ’70, por por seu amplo espectro de sensações e sentimentos transmitidos com um estilo rigoroso e atento ao som dos versos. Passando da obsessão religiosa para os aspectos relacionados com a vida cotidiana e a passagem do tempo, a poesia de Ruy Belo excita por sua melancolia às vezes ingênua e outras, ao invés, mais perta do vazio que emerge do real. Soube explorar as contradições de uma educação sentimental, cuja maior lição é uma lenta aprendizagem do amor, da solidão e da morte.
PARA A DEDICAÇÃO DE UM HOMEM Terrível é o homem em que o senhor desmaiou o olhar furtivo de searas ou reclinou a cabeça ou aquele disposto a virar decisivamente a esquina Não há conspiração de folhas que recolha a sua despedida. Nem ombro para seu ombro quando caminha pela tarde acima A morte…
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“Lava uma mulher…” de leonora rosado
“regresso ao lugar …” de rui nunes
“Vinhas grávida de sonhos …” de mariana reis
poema com eco (08/03/2011)
plantei uma flor no mar sentada a meu lado os teus olhos procuravam a flor e sorriram ao vê-la fulgir por entre as ondas deste-me então um beijo depois acordei e só me lembro deste sonho
sentada a teu lado dera-te o beijo aromatizado com a flor orvalhada pelas ondas que a embalaram nos teus sonhos depois acordaste e envolvi-te no perfume que deixei ao teu lado da flor que meu sorriso percorreu por entre as ondas para só te lembrares deste sonho

