plantei uma flor
no mar
sentada a meu lado
os teus olhos
procuravam a flor
e sorriram ao vê-la fulgir
por entre as ondas
deste-me então um beijo
depois acordei
e só me lembro
deste sonho
sentada a teu lado
dera-te o beijo
aromatizado
com a flor orvalhada
pelas ondas que a embalaram
nos teus sonhos
depois acordaste
e envolvi-te
no perfume que deixei
ao teu lado da flor
que meu sorriso percorreu
por entre as ondas
para só te lembrares
deste sonho
Questa poetessa che più di settant’anni fa era nata in Bosnia-Erzegovina, a un certo punto della sua esistenza ha scelto di ancorarsi al verso per demarcare il confine che separa la vita dalla morte. Vita e morte che un altro uomo di lettere, Carlo Michelstaedter, decantava nei versi de Il canto delle crisalidi:
Vita, morte, la vita nella morte; morte, vita, la morte nella vita.
il poeta e filosofo goriziano voleva rivelare con il suo pensiero le stigmate che contraddistinguevano il Novecento, secolo delle grandi infatuazioni ideologiche. Per Jozefina, il conflitto armato che ha coinvolto l’ex repubblica socialista jugoslava, ha significato un vivere in continuo stato di non appartenenza, dopo la dissoluzione del socialismo nel 1991, costringendola alla fuga. La sua è una lirica in cui i piccoli e i grandi eventi del quotidiano si manifestano per ricordarle di sottostare ad altre logiche e regole più…
odeio a violência em qualquer
geografia ou contra qualquer raça
toda a guerra longe é um horror perto
toda a guerra perto é um horror
que quereria imaginar nunca
europa ásia áfrica américa
são a minha casa o meu povo
habita todos os territórios
eu sou as minhas palavras
assumo os meus actos
em tudo sou pequeno mas
tenho orgulho do meu tamanho
odeio as guerras e os seus senhores
a força e o seu exercício despudorado
os tacticistas e os oportunistas
hoje putin ontem quantos
amanhã quem onde
não me indigno porque é no meu bairro
mas no meu mundo são os meus irmãos
entre o escrever o dizer e o estar
onde tu
(figueira da foz; 26/02/2022)