poema com eco (08/03/2011)

poema com eco (08/03/2011)


plantei uma flor
no mar

sentada a meu lado
os teus olhos
procuravam a flor
e sorriram ao vê-la fulgir
por entre as ondas
deste-me então um beijo

depois acordei
e só me lembro
deste sonho
sentada a teu lado
dera-te o beijo
aromatizado
com a flor orvalhada
pelas ondas que a embalaram
nos teus sonhos

depois acordaste
e envolvi-te
no perfume que deixei
ao teu lado da flor
que meu sorriso percorreu
por entre as ondas
para só te lembrares
deste sonho

Jozefina Dautbegović [1948 – 2008]


a poesia sempre

poesiayotrasletras's avatarPOESíA Y OTRAS LETRAS

Crediti dell’immagine: https://www.tacno.net

Questa poetessa che più di settant’anni fa era nata in Bosnia-Erzegovina, a un certo punto della sua esistenza ha scelto di ancorarsi al verso per demarcare il confine che separa la vita dalla morte. Vita e morte che un altro uomo di lettere, Carlo Michelstaedter, decantava nei versi de Il canto delle crisalidi:

Vita, morte,
la vita nella morte;
morte, vita,
la morte nella vita.

il poeta e filosofo goriziano voleva rivelare con il suo pensiero le stigmate che contraddistinguevano il Novecento, secolo delle grandi infatuazioni ideologiche. Per Jozefina, il conflitto armato che ha coinvolto l’ex repubblica socialista jugoslava, ha significato un vivere in continuo stato di non appartenenza, dopo la dissoluzione del socialismo nel 1991, costringendola alla fuga. La sua è una lirica in cui i piccoli e i grandi eventi del quotidiano si manifestano per ricordarle di sottostare ad altre logiche e regole più…

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não às guerras


odeio a violência em qualquer
geografia ou contra qualquer raça
toda a guerra longe é um horror perto
toda a guerra perto é um horror 
que quereria imaginar nunca

europa ásia áfrica américa
são a minha casa o meu povo
habita todos os territórios

eu sou as minhas palavras
assumo os meus actos
em tudo sou pequeno mas 
tenho orgulho do meu tamanho

odeio as guerras e os seus senhores
a força e o seu exercício despudorado
os tacticistas e os oportunistas

hoje putin ontem quantos
amanhã quem onde

não me indigno porque é no meu bairro
mas no meu mundo são os meus irmãos

entre o escrever o dizer e o estar
onde tu

(figueira da foz; 26/02/2022)
eu por mirco bompignano