das pequenas coisas dos barcos
padre theodoro de almeida_pode a imaginação
era o tempo dos bois
sem medo
pela mão do homem
entramos pelas salgadas águas
senhores da força
vergados tensos suados
cascos fundo na areia
impomos ao mar
a nossa vontade
num último esforço
o barco avança
galgará ondas e correntes
lento
no seu partir
levará no bojo as redes
esperança prenhe de tanto esforço
no regresso
de novo nos pedirão tudo o que temos
para dar
entre o ir e vir
a pausa
e à beira mar seremos
veraneantes diferentes
aos amigos que partiram (III)
um dos meus melhores amigos e que morreu este ano, logo de seguida também o irmão manuel.
nesta foto queria homenagear todos os pescadores da torreira, e não só, que dedicaram muitos anos da sua vida à pesca artesanal da xávega, de espinho até vila real de santo antónio.
amigos, digam todos comigo : presente !




