arrais manuel firmino


arrais manuel firmino

levanto-me
abro a porta
o mar entra-me pela casa

tenho ondas no quarto
e há nortada
a chamar-me

navego ainda noutras águas
mais tintas que claras
a noite foi longa
o nevoeiro caiu pela madrugada

começo a acordar
há um grito que me chama

é o arrais
a voz ecoa no ar
trazida pelo vento norte

o mar está de feição
resta-nos tentar a sorte