crónicas da xávega (58)


crescer para o mar

o arrais marco, homem dos sete ofícios

o arrais marco, homem dos sete ofícios

ajoelha-se o homem para o trabalho
minucioso do tecer das malhas

arte secular aprendida no areal
onde por vezes o pão chega prateado
espalhando sorrisos e esperança
que nem sempre a lota contempla

ajoelha-se o homem e pede ao senhor
pão que baste para tão sofrido suor

erguer-se-á o homem e crescerá
para o mar

o arrais marco silva

o arrais marco silva

(torreira; companha do marco; 2013)

One thought on “crónicas da xávega (58)

  1. No último fim de semana (antes deste) vi, numa praia da Costa da Caparica, um homem ‘costurando’ redes brancas de nylon para a pesca, e fiquei por ele a saber que a “chávega” está a voltar a ser praticada aqui

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