crónicas da xávega (72)


o meu amigo alfredo amaral

o meu amigo alfredo

o meu amigo alfredo

o tempo vai-se escrevendo
o nome dos amigos
os que partiram
os que ainda resistem
os que já não podem

escrevi o teu nome
alfredo quando menino ainda
vinhas para o mar
com a tua mãe e foi na areia
onde brincavas
que aprendeste a conhecer a arte

durante anos
mestre do reçoeiro
camarada de muitos
amigo de todos
mais um na companha
indo sempre para além
do que pensávamos
poderes dar
o ti américo que o diga
o marco que o negue

companheiro
ficas agora em terra
a olhar o mar

sei como te deve doer
mas doía-te mais o fazer

espero-te sempre a sorrir
a inventar um homem dentro
da criança grande

o mar ao pé de ti alfredo
é tão pequenino

ahcravo_DSC_6004

(torreira; companha do marco; 2013)

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