crónicas da xávega (325)


desde que
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torreira; 2012

 
traz pela mão
devagar
os teus mortos
senta-os à tua mesa
 
conversa com eles
como se
 
depois levanta-te
caminha até ao mar
deixa que os salpicos das ondas
trazidos pelo vento
te molhem o rosto
 
são estas as tuas lágrimas
desde que

2 thoughts on “crónicas da xávega (325)

  1. Boa noite, António.
    Hoje foi dia de Todos os Santos, amanhã Dia dos Fiéis Defuntos. Eles estão comigo, há já muitos anos, à mesa em dias festivos são uma presença dolorosa. Não falo com eles, apenas a saudade me molha o rosto, num tempo em que estará próximo o meu “adeus”.
    Acompanham-me nos retratos, quando entro e quando saio. Quando chego ao meu quarto.
    Sempre presentes, não envelheceram, apenas permaneceram e aumentando o seu número.
    És um homem de sorte, podes correr para o mar e com chuva ou salpicos do mar podes olhar para o ontem.
    Para mim eles são as memorias que não sinto necessidade de cultivar; só a Enorme SAUDADE os mantém vivos, HOJE, os meus mortos ; sem mar, sem salpicos das ondas, apenas com silenciosas lágrimas posso levantar o cálice da vida e sussurrar : Foi bom!
    Com um abraço da Amiga

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