olho as palavras
que foram minhas
com o espanto
de o terem sido
quem fui
para as ter escrito
quem sou
quando as escrevo
intervalo de mim
no continuum de ser eu sempre
não
não parti
porque nunca parto
chego sempre
a minha casa
é o coração
dos amigos
neles habito
me habitam
não
não regresso
estou de novo
sem nunca
ter deixado de
estar