à conversa com josé oliveira


https://youtu.be/5X9Xvb3CUNk

a conversa aqui registada ocorreu, em 2018, no atelier de pintura de josé oliveira, com a finalidade expressa de ser divulgada no youtube, tal como foi feito com outras conversas com mestres construtores e outros portadores de memórias da ria.

lista dos testemunhos recolhidos:

- mestre joaquim henriques (raimundo) - murtosa

https://youtu.be/kT2yl0rLJIA

- mestre antónio (pardaleiro) - pardilhó

https://youtu.be/z9JHZjBqpsI

- mestre arménio almeida - pardilhó

https://youtu.be/dm363PBzZHE

- mestre firmino tavares - pardilhó

https://youtu.be/xyanM3R0gCE

- mestre zé rito - torreira

https://youtu.be/wauI02JEVRw

- marco silva - torreira

https://youtu.be/o4pX6936H4s

- ferreira nunes  - murtosa

https://youtu.be/6Lsn6BMnq98

- francisco faustino (conversas murtoseiras) - murtosa

https://youtu.be/15VOlIjMRuw
https://youtu.be/Ose734zN3LY 
https://youtu.be/RSUBVjidwjE

- ti abílio fonseca (carteirista) - murtosa

https://youtu.be/L3F4gt12L30 
https://youtu.be/MbJJ6FwOVTk
https://youtu.be/zZq76RH8QZE 

- ti zé rebeço - murtosa

https://youtu.be/_wUYPqHAeo8

- diamantino dias - aveiro

https://youtu.be/PLRsbv_GQqA

(várias vezes tentei encontrar-me com o mestre felisberto amador (caçoilo) de pardilhó, nunca conseguimos encontrar-nos para fazer uma gravação. fica assim por preencher esta lacuna, haja alguém que a complete que, por mim, a tarefa a que me propus está concluída)

José Craveirinha | Moçambique 1922 – Johanesburgo 2003


poesiayotrasletras's avatarPOESíA Y OTRAS LETRAS

Créditos: https://mbenga.co.mz/blog

A Marx se deve a observação pertinente de que os povos que escravizam outros se tornam escravos dos escravos. No caso de José Craveirinha, essa condição viveu-a em primeira mão. Filho de um modesto policial, que nunca obteve uma patente e morreu em um leito hospitalar, pobre como quando desembarcou na África, foi considerado um ‘assimilado’, pois mestiço. Para se ‘assimilar’ é preciso mostrar integridade moral e viver de acordo com o estilo de vida ocidental. A avaliação desses modos e comportamentos decidi-a a PIDE e a governadoria. E porque não havia escolas para o povo indígena, era muito difícil para ele ganhar os benefícios da cultura portuguesa. José Craveirinha pôde frequentar escolas regularmente e obter uma licença de ensino médio.

A linguagem utilizada por o poeta apresenta uma constante tensão polêmica, uma vez que se baseia na busca por estruturas e termos que respondam à realidade moçambicana…

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