longe
fugir com o tempo
na algibeira
levar lá bem no fundo
a criança
uma onda sorri em espuma
parte em paz
beijou a areia e morreu
não compliques
a beleza
das coisas simples
(torreira; companha do marco; 2013)
o meu amigo nicole
como grãos de areia
os dias e os amigos
vão-nos deixando perdidos
nas praias da memória
sem redes nem peixe
eu sei que estás aqui
nicole
porque te vejo e te sinto
no olhar-te
há dias para fazer
e outros para lembrar
há uma imagem
o teu rosto nela e a mão
as mãos falam-me
e tu
tu partiste para ….
não sei quando
para regressares agora
nada é
mas tudo pode ser
(torreira; companha do marco; 2010)
o arribar da rede
a rede começa no calão: o stalone, rapaz alto, robusto e de muito músculo (vê-se na foto), agarra-o mantém-o rente ao chão
a seguir, o horácio, já amarrou à manga, o cabo de corda que servirá para que o calão passe ao lado do alador, para não se quebrar nem parar o alar
ao fundo, o alfredo, ampara a manga com o bordão, impedindo que as correntes de norte a arrastem.
(torreira; companha do marco; 2013)