crónicas da xávega (49)


o meu amigo nicole

o nicole, a albina e o marco

o nicole, a albina e o marco

como grãos de areia
os dias e os amigos
vão-nos deixando perdidos
nas praias da memória
sem redes nem peixe

eu sei que estás aqui
nicole
porque te vejo e te sinto
no olhar-te

há dias para fazer
e outros para lembrar
há uma imagem
o teu rosto nela e a mão
as mãos falam-me

e tu
tu partiste para ….
não sei quando
para regressares agora

nada é
mas tudo pode ser

somos, dos que partiram, uma eternidade breve

somos, dos que partiram, uma eternidade breve

(torreira; companha do marco; 2010)

crónicas da xávega (45)


o arribar da rede

cala, calão e manga - sequência do aparelho

cala, calão e manga – sequência do aparelho

a rede começa no calão: o stalone, rapaz alto, robusto e de muito músculo (vê-se na foto), agarra-o mantém-o rente ao chão

a seguir, o horácio, já amarrou à manga, o cabo de corda que servirá para que o calão passe ao lado do alador, para não se quebrar nem parar o alar

ao fundo, o alfredo, ampara a manga com o bordão, impedindo que as correntes de norte a arrastem.

stalone, horácio e alfredo - sequência dos camaradas

stalone, horácio e alfredo – sequência dos camaradas

(torreira; companha do marco; 2013)