s. paio 2010 _ regata bateiras_2
na semana que antecede a regata das bateiras à vela, a azáfama é grande. é preciso prepará-las para velejar e, de seguida, fazer algum treino/relembrar do como fazer.
pelo s. paio, na torreira, realizam-se as únicas regatas de bateiras à vela da ria de aveiro, este ano vão decorrer no dia 3 de setembro, sábado, pelas 16h, dependendo da maré.
(ria de aveiro; canal de ovar; torreira)
quando o mar trabalha
quantas gerações
por aqui passaram ?
quantas passarão ?
quantas pegadas?
quantas?
na areia
desvanecem-se
com uma simples maré
um norte mais forte
indiferente
o mar a tudo assiste
deixando o tempo
ser
por aqui andou,
dirão de mim um dia,
mas nunca imaginarão
o amor que me invadia
(torreira)
s. paio 2010_regata das bateiras à vela_1
s. paio 2010 _ regata das bateiras à vela

as bateiras da torreira
com a diminuição do número de moliceiros aparelhados para poderem participar em regatas ( alguém saberá porquê…. ), as bateiras são o grande festival de velejar na ria.
pelo s. paio, na torreira, realizam-se as únicas regatas de bateiras à vela da ria de aveiro, este ano vão decorrer no dia 3 de setembro, sábado, pelas 16h, dependendo da maré.
é um espectáculo a não perder, de terra ou no meio delas em plena ria.
(ria de aveiro; canal de ovar; torreira)
Porque a Torreira merece
hoje fazem 120 anos que louis armstrong nasceu
(pequeno poema recordando satchmo)
o silêncio
dos teus olhos
que gritam
onde os rios?
as florestas?
a savana?
os teus olhos mortos
para a luz
trazem neles uma vida
onde a nossa se abre a outro
sol
na tua voz
na tua música
brilha o grito de uma raça
o desejo de paz e poemas
sem fome nem guerra
um mundo de que nos orgulhemos
e onde possamos, de facto, ouvir dizer:
what a wonderful world
em todas as línguas
salvé satchmo
quando o mar trabalha na torreira
e vai ao mar!
quando o mar trabalha na torreira_marine

(torreira; anos 90)
olho o peixe salta na rede estrebuchando na agonia do sufoco também isto devo aprender a linguagem da morte não me será jamais estranha gostaria de brincar com aqueles peixes prateados as minhas bonecas de menina vivas mas este não é lugar de brincar no meu rosto a mulher que deste tamanho já sou contempla o trabalho que a rede encerra em que participei com as migalhas que tinha para dar como são grandes estes dias! com eles cresço e fico maior mulher do mar (do meu livro "quando o mar trabalha")







