não sei
talvez a luz
uma mão nela poisada
uma carícia breve
de nuvens ainda mais
não sei
saberás tu
que para tudo
resposta tens ?
(murtosa; bico)
o henrique “orelhas” – terá apelido de família certamente, mas é pela alcunha que toda a gente o conhece – prepara o ramo de rosas que irá colocar aos pés da senhora de fátima que encima a bica.
é esta a gente que nos faz sentir gente também e lastimar aqueles que “lá do seu império” os não acarinham e compreendem.
fica neste registo a minha singela homenagem a todos os pescadores da torreira que me recebem no seu meio como amigo e “da casa”.
(ria de aveiro; torreira; marina dos pescadores)
(torreira; marina dos pescadores; 2010)
pelo s. paio, na torreira, realizam-se as únicas regatas de bateiras à vela da ria de aveiro, este ano vão decorrer no dia 3 de setembro, sábado, pelas 16h, dependendo da maré.
(ria de aveiro; canal de ovar; torreira)
com um cigarro
e os bois
reparto
o descanso breve
entre dois lanços
o mar não espera
o tempo não pára
começará o lento puxar das redes
“eh boi !, eh boi !”
seremos uma junta de três
músculos retesados
suor e baba
o mesmo esforço
depois a corrida final
chegar do saco onde o peixe
cegos correremos que tudo se pode
perder
com um cigarro
e os bois mansos
reparto
o descanso breve
entre dois lanços
(torreira)