popola
mar
que existe entre nós ?
que queres de mim ?
deixa …
afinal somos
o que sempre foram
e sempre serão
os que
como eu
te abraçam
encontram em ti
mulher
amante
companheira
adormeço a sonhar contigo
e a manhã nunca mais chega
ao longe a esperança começa a nascer o barco lançou o saco inicia o regresso trará a rede peixe ? do mar o incerto pão nem sempre mata a fome paga o esforço o suor as gargantas secas de tanto gritar não somos dos que desistem enquanto houver sol e o mar permita o barco partirá sempre em busca do peixe do pão que o mar dá
(torreira; séc XX)