digo agora
em voz baixa o teu nome
sim eu dei-te um nome
abro sobre o mar a janela
esperando que entres
saída ainda húmida das águas
mas é a lua
que entra no meu quarto
olho as palavras
que foram minhas
com o espanto
de o terem sido
quem fui
para as ter escrito
quem sou
quando as escrevo
intervalo de mim
no continuum de ser eu sempre