Abril 6, 2015 by ahcravo crónicas da xávega (57) prece os senhores do mar pedem ao senhor do céu que os deixe morrer em terra (torreira; companha do marco; 2013) 40.760681 -8.705260
Abril 2, 2015 by ahcravo os moliceiros têm vela (87) do crocodilo chorou porque perdera esqueceu-se de que deixara perder falo do crocodilo e das suas lágrimas (ria de aveiro; regata da ria; 2011) 40.760681 -8.705260
Abril 1, 2015 by ahcravo crónicas da xávega (56) não sei no vagar das horas tudo se aquieta foram-se os homens as gaivotas o dia a vida é agora por sob escuto as ondas lentas a areia mansa sob os pés adormeço-me aqui não sei quando voltarei (torreira; rede da xávega) 40.760681 -8.705260
Março 31, 2015 by ahcravo os moliceiros têm vela (86) ser de aprender a casa como se sua conhecer a rua saber os vizinhos a varanda sobre a cidade o rio a mercearia ainda o pão e o jornal os nomes no rosto ser de (torreira; regata de s. paio; 2014) 40.760681 -8.705260
Março 30, 2015 by ahcravo postais da ria (76) é manhã lá fora tudo é agora longe líquida a tristeza inunda tudo sobe pelas paredes invade os corpos baços os olhos não se sabem sorriem por vezes o sol entra pela janela é manhã lá fora quando sonhar é lembrar (ria de aveiro; torreira) 40.760681 -8.705260
Março 28, 2015 by ahcravo crónicas da xávega (55) anoiteço-me trago mar nos olhos como se praia todo eu areal onde ondas e espuma sonho um barco e é tarde cada dia mais anoiteço-me (torreira; companha do marco; 2014) 40.760681 -8.705260
Março 24, 2015 by ahcravo postais da ria (75) todos os dias é tempo de foz de ouvir as vozes do rio silenciosos sons espero o amanhecer o sol nos olhos no cansaço de tudo todos os dias anoitece mais cedo (ria de aveiro; torreira) 40.760681 -8.705260
Março 22, 2015 by ahcravo o meu amigo agostinho agostinho trabalhito “canhoto” trago o mar escrito em mim vincados no rosto os dias de sol por onde a areia me queimou o corpo inteiro afogo-me em terra (torreira; companha do marco; 2013) 40.760681 -8.705260
Março 20, 2015 by ahcravo crónicas da xávega (54) escrita de mar o saco chega à praia, com ele a esperança escrevo na areia letras fundas cavadas ao peso da redes não sei de outra escrita (torreira; companha do marco; 2012) 40.760681 -8.705260
Março 19, 2015 by ahcravo os moliceiros têm vela (80) hoje escrevo o sal das mãos com o sangue dos dias (torreira; regata s. paio; 2011) 40.760681 -8.705260