postais da minha coimbra_20
sobre coimbra os olhos deitam-se e sonham o terem sido
do outro lado da rua tem havido sempre um outro lado da rua o sol ilumina as casas aquece-as as mãos buscam-no quase o agarram de tão próximas do outro lado de muito mais ruas sombrios os becos onde se morde a fome nas sobras de ontem de outrem frio medo revolta medo revolta frio revolta frio medo por dentro há sol do outro lado da rua roubaram-no
(coimbra; r. visconde da luz)
CARLO GUERRINI [ Perugia 1959 ]
e há um moliceiro que corre mundo

Le somiglianze che possono intercorrere tra l’oceano e le profondità della mente sono tante e tali che si amalgamano nelle fluidità sotterranee e celesti che danno forma visibile e invisibile alla stessa realtà. I fossili viventi del mare e le energie arcaiche della psiche si manifestano con l’intento di arricchire gli uni le acque nella fredda oscurità, le altre nel continuo accumulo di esperienze, indipendentemente dal fatto di essere coscienti della loro esistenza. Da ciò si ricava che le correnti della marea amniotica che attraversano l’io più profondo sono simili alle leggi naturali che reggono il flusso ritmico del sole e della luna.
È quanto traspare nel volume di versi Sotto invariate stelle (aguaplano, 2014) di Carlo Guerrini, dove la massa acquatica dell’oceano cantata dall’autore si pone al centro delle sue riflessioni. Il richiamo chiaro e selvaggio che esercita il mare nella coscienza del poeta lo rendono contemplatore delle sue…
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“ROUPÃO AZUL” de ana paula jardim
“Curva oblíqua” de leonora rosado
“olhos” de maria do rosário pedreira
“ARTE POÉTICA” de manuel silva-terra
“Não serei neutral” de teresa veludo
sal na figueira em 28 de maio de 2022
normalmente na figueira da foz começa-se a tirar sal em julho ou agosto, este ano a 13 de maio, na salina do vale da vinha, nos armazéns de lavos, já se tirava sal.
no dia 28 de maio fiz este registo e a 29 seria carregado o primeiro sal.
o marronteiro antónio julião, que explora a salina, disse que nunca na sua vida tal tinha acontecido e por isso me telefonou para fazer o registo.
(o filme)
postais da minha coimbra_19
sobre coimbra os olhos deitam-se e sonham o terem sido
deles direi à margem inventaram os centros comerciais a céu aberto são senhores do marketing reinam onde o dinheiro escassa sabem onde e vão pais do povo a quem estendem a mão contrafeito numa terra onde a marca marca quem a tem o prazer de enganar a imagem de desconstruir os símbolos não enganam é mesmo feito em portugal aqui onde quase tudo é feito na china com marca sorriem sempre sorriem muito de onde vêm para onde vão é coisa sua agora estão aqui e inventam o sonho a quem só isso resta sigam-nos




