de sara f costa e teresa alvarez
contributos para a história da xávega, noutros blogs
concorde ou não com o que neles se escreve aí se encontram fotos minhas
1 – almada – costa da caparica (foto da praia de mira) – 2015
2 – ovar ( foto da praia de mira) – 2016
https://www.ovarnews.pt/arte-xavega-de-ovar-a-patrimonio-cultural-imaterial/
3 – ovar (foto da torreira) – 2016
4 – caxinas (fotos da torreira) – 2008
https://caxinas-a-freguesia.blogs.sapo.pt/59218.html
5 – blog DD ( fotos da torreira e da praia de mira)
(se mais houver… hão-de aparecer)
“levo a poesia … ” de sofia ferrés
“ESCREVER DEPOIS DE UM DIA DE TRABALHO ÁRDUO” de luís filipe parrado
” O prazo” de madalena de castro campos
do livro “La mariée mise à nu”
“SAL DO MUNDO: CARTA PARA OS MEUS FILHOS” de ivo machado
“Resta-nos o relógio …” de leonora rosado
António Ramos Rosa [Faro 1924 – Lisboa 2013]

Nos versos de QUATRO POEMAS SOLIDÁRIOS de O centro na distância de António Ramos Rosa, a solidez da pedra distingue-se pela sua compacidade, que se recusa a ser penetrada. Seu mundo fechado é um convite para deixar nossa imaginação correr solta. Nós, de fato, somos o mineral que devemos trabalhar pacientemente para transformar a indiferença, a ignorância e a felicidade, na verdadeira pedra. El Che foi uma dessas pedras, fortalecida pela luta, cuja presença faz parte do nosso imaginário. Ele ainda é uma presença forte, porque a pedra está sempre aberta a uma nova vida e sua transformação. De facto, o herói argentino assumiu um novo significado para se transformar no símbolo da continuidade da nova história. De modo que se o poeta apresentar a matéria tosca da pedra para transformá-la em forma sutil através de um trabalho de humanização do dado, esta…
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a beleza do sal (129)
no sal a memória do sol e do mar

estalam-me na cabeça os tufões medonhos do atlântico sul rebentam-me nos olhos as calemas de março o simoun enche-me a boca de areia e raiva lambem-me o sexo as chamas que no verão devoram pinhais e searas tremem-me as mãos sinto nos dedos os abalos de agadir mergulham ante meus olhos horrorizados todos os passageiros do titanic o amazonas corre-me nas veias ribombam-me no coração as cataratas do niagara os ouvidos rebentam-me com a pressão dos grandes rios a entrarem no mar o corpo arde na fogueira possesso de um demónio inventado pela inquisição todo eu tremo ante tanto desvario e tudo se conjuga no rodopiar do carrossel louco desta cabeça que não sei se é minha mas que pesa como se fosse o mundo
