do livro “Um vestido curto de festa”
postais da ria (401)
por que não quero escrever
nada mais resta que uma varanda sobre o tempo uma corda tensa a prender os dias nada mais que uma visão coberta de silêncios e vozes idas nada mais que palavras inventadas onde já não as há caminhos feitos muitos por fazer uma corda esticada sobre os dias procura uma guitarra que certo é o fado
“Enquanto as palavras dormem” de rita pais
“Enquanto as palavras dormem” integra o livro “Aleatório”
“As mulheres de preto” de josé de vasconcelos
“As mulheres de preto” poema inserto no livro “O MAR A MAR A PÓVOA”
“Moliceiros” do Adriano Nazareth
Amigo Cravo:
Não sei se conhece este filme “Moliceiros” do Adriano Nazareth. É pena o casal de namorados que desfeia um bom trabalho etnográfico.
Agarrado, vai o meu filme “Moliceiros, Tempo para morrer”, do qual já não subscrevo tudo o que disse.
Abraço.
Diamantino Dias
(muito interessante este documentário e a citação de raul brandão, quando afirma ser o moliceiro barco de pesca. quando atravessou a ria de norte a sul, a bordo de um moliceiro, o escritor deve de ter visto as enguias que vinham misturadas com o moliço arrancado ao fundo da ria e pensou “este barco também pesca” – pensou e escreveu. era o tempo da fartura de enguias, mas isso não faz do barco moliceiro um barco de pesca. que sirva de nota a quem descreve o que vê sem saber cuidar do porquê.
não pretendo com isto criticar raul brandão, mas aproveitar para chamar a atenção dos “olheiros” dos nossos dias para quando legendam as suas imagens
agora deliciem-se com a memória)
“Poderia ter escrito …. ” de daniel faria
o poema “Poderia ter escrito …. “, inicia a antologia “Poesia”
“SOBRE OS DOIS ADOLESCENTES ….” de luís filipe parrado
o poema “SOBRE OS DOIS ADOLESCENTES QUE ESTA TARDE ATRAVESSARAM A RUA DE MÃOS DADAS” faz parte do livro “ENTRE A CARNE E O OSSO”
“RAIZ” de joel henriques
“RAIZ” integra o livro “Terra Prometida”
dorme bem pai
estou triste porque partiste e feliz porque não sofreste é assim o amor pai deseja uma boa morte aos amados em silêncio nos diremos enquanto não morreste adormeceste para sempre dorme bem pai
MARIA AZENHA [ Coimbra, 1945 ]
é assim a poesia

No blog de ahcravo gorim ( https://ahcravo.com ) ouvi pela primeira vez uma poesia da coimbrã Maria Azenha e, confesso, deixou-me muito intrigado. Encontrar um livro dela, apesar de uma produção intensa, é uma tarefa um pouco difícil. Mas, no final, com muita sorte, foi surpreendentemente possível.
Nesta pagina digital vou apresentar algumas poesias da autora tomadas do livro A casa de ler no escuro, edição espanhola bilingue da editora Trea, na tradução de José Angel Cilleruelo, Gijón, 2019.
Maria Azenha decide empreender com esta obra uma interpretação muito original da nossa realidade existencial em seus aspectos caóticos e violentos, em que a injustiça e a dor parecem ser a única certeza possível. Para descrevê-la, ela possui uma escrita enigmática que em alguns momentos pode se tornar mistérica e espiritual.
História simbólica sobre o teatro do mundo e prática duma palavra entendida como purificação na…
View original post mais 429 palavras

