ahcravo_gorim
“a minha voz é vento …” de ahcravo gorim
“dai-me senhor …” de isabel mendes ferreira
“Ó Portugal, se fosses o postal, o pastel…”
fala dos retratos (158)
“Ucrânia” de isabel pereira rosa
crónicas da xávega (602)
“A vida é assim…” de emanuel de sousa
“Cerejas e liberdade” de isabel pereira rosa
postais da ria (555)
em português nos entendemos
língua velha que não raiz
árvore que a cada dia floresce
português falamos sotaques
vários nos separam e unem
na diversidade somos palavras
abraçamo-nos sem faca na
manga quantas cores quantas
origens se fundem em nós
não somos os herdeiros de um ontem
que derrotámos mas construtores do futuro
sem preconceitos e sem vergonhas
descobriram agora que os lusíadas
a lírica foram escritos numa língua esquizofrénica
envergonhada diz luiz se assim foi
curvo-me perante estes libertadores
e em português me ergo desavergonhadamente
(bateira a arribar da faina; torreira; 2015)


