o “piço”, pescador ou filho de pescador sem alcunha não existe, safa as redes para a plataforma da marina.
este ano, um fotógrafo, apanhou o piço e uns amigos a apanhar camarão à moda antiga, com um pequeno chinchorro e registou momentos únicos.
até aqui tudo bem.
infelizmente, e já não é o primeiro, fez logo de seguida uma exposição e vá de vender aos pescadores as fotos que tirou, o piço estava numa delas claro.
que fotografem os pescadores e as artes de pesca é de louvar, que depois lhes venham vender as fotos é a roubar.
canons, nikons, ….. não vos chegam.
oh vós que tendes dinheiro para as máquinas, ainda explorais quem dia a dia conquista à ria e ao mar o pão parco que à mesa leva.
o mar rasgou-me no rosto
ondas de areia
na maré vazia
olho-me
no espelho límpido das águas
e vejo-me tal como sou
peixe que deixou o mar e
em terra encalhou