arrais manuel firmino


arrais manuel firmino

levanto-me
abro a porta
o mar entra-me pela casa

tenho ondas no quarto
e há nortada
a chamar-me

navego ainda noutras águas
mais tintas que claras
a noite foi longa
o nevoeiro caiu pela madrugada

começo a acordar
há um grito que me chama

é o arrais
a voz ecoa no ar
trazida pelo vento norte

o mar está de feição
resta-nos tentar a sorte

 

solheira_o largar (4)


alberto trabalhito_trovão

tudo acontece quando menos se espera.

de passagem pela marina dos pescadores, vejo o trovão, fora de maré, a prepara-se para ir largar.

impossível resistir a mais uma, há sempre mais uma, saída para a ria, só que desta vez fomos 3.

o “mar não trabalhava” e, quando assim é, o trovão faz a solheira e o berbigão.

partimos

(torreira – ria de aveiro – canal de ovar)