é tudo muito difuso


onde, tu?

é tudo muito difuso
estás e não estás
infinitamente pequeno
o seres
nestes movimentos parados
no tempo

luzes, árvores, grades
feéricos instantes retirados
do interior da memória

sobre os carris
o comboio espera o momento de
há uma máquina porém
que não pára
pensas sempre
vício de estar ainda vivo

é tudo muito difuso
tu próprio começas a desconhecer-te
não penses, não fales
existe e caminha em direcção
ao ser

 

(estação de caminho de ferro de coimbra a)

3 thoughts on “é tudo muito difuso

  1. Reconheci o lugar…estive em Coimbra nos anos 90. Lembrei da vista da cidade do alto da Universidade, do passeio breve pelos jardins,… Abraço da Jusseli.

  2. … E também confuso! O tempo urge, e já não podemos mais contemplar as belezas ao nosso derredor!

    Sua foto é incrivelmente bela, etérea, dá-me a sensação de que a quebrarei se respirar noutro movimento mais abrupto! O jogo das tonalidades, cinza, preto e branco, não interferiram no ‘efeito através do vidro’, da neblina. Linda!

    😉

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