crónicas da xávega (181)


recuso ser de férias

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o carregar da rede na zorra

é tempo de olhar
de sentir tudo

o regresso cada dia mais
improvável
é também ele nebuloso

fui
no tempo que passou
espectador atento e preocupado

recuso ser de férias

sou
a impossibilidade de ser mais
sendo menos

fica a memória a pairar na praia
longe

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veio do mar, irá agora ser entendido e secar

(torreira; companha do marco; 2016)