crónicas da xávega (287)


o bairro da liberdade
0 ahcravo_dsc_2593 s
 
insuportável o grito
o terem razão e serem calados
 
a lenta construção da mentira
a segunda morte
 
insuportável o grito
a lenta construção da mentira
 
a segunda morte
o terem razão e serem calados
 
um bairro uma avenida
os marginalizados no centro
 
(torreira; a mão de barca; 2012)

“quando o mar trabalha” – tempo de prestar contas


0000 ahcravo_71_DSC9794 JB

o meu arrais, joão da calada, nos anos 90, meu mestre e grande amigo

é tempo de falar da companha que me ajudou a trazer à praia este trabalho, dizendo os seus nomes.

na escolha dos textos: maria josé barbosa e antero urbano

no trabalhar e seleccionar das imagens: jorge bacelar

na definição do formato do livro e acompanhamento da sua elaboração: helena mouro

na edição e em tudo: jorge pinto guedes (o meu editor e um grande amigo)

no lançamento na torreira, o pessoal de terra:

manuel arcêncio, director do agrupamento de escolas da murtosa, que entendeu desde sempre o meu trabalho e nesta fase final cedeu o espaço e toda a logística.

maria josé ferreira e arlindo silva, que trataram da parte mais delicada do lançamento: entregar os livros, receber os euros e prestar contas.

a todos eles o meu obrigado e um abraço comigo dentro.

bem hajam.

o filme ficou assim

 

crónicas da xávega (194)


carta ao meu amigo miguel bitaolra

0 ahcravo_ DSC_4710 marco 09_miguel bitaolra bw
o tempo correu depressa
ti miguel
você deixou o mar
o corpo já não permite
a dureza da faina

lembro-me de si
e do alfredo fareja
das alegrias
das brincadeiras
do mar ali e nós

o ti alfredo já partiu
já partiram muitos
a areia é ainda a mesma
os barcos ainda vão ao mar
ainda há companhas na torreira

apeteceu-me escrever-lhe
oito anos depois
de lhe ter tirado esta foto

apeteceu-me a memória do que foi
quando não sei o que será

apeteceu-me agora
e agora foi mais forte

abraço ti miguel

0 ahcravo_DSC_4710 marco 09
(torreira; 2009)