sentou-se e ficou assim a olhar o mar um livro poisado nos braços os olhos pendurados no horizonte como era imensa a janela incomensurável a casa
(o aparelhar das calas; torreira; 2011)
não escrevo guardo em branco fica tudo defraudo o plagiador obrigo-o a plagiar o meu silêncio aí sim ele é perfeito quem não vê a luz são palavras talvez um poema hipótese remota ganhei a batalha daqui ninguém rouba nada porque nada escrevi o plagiador ganhou a poesia talvez não tenha perdido nada mas é assim hoje
(semear arroz; borda do campo; 2019)