bagão félix nas 5as de leitura


“António Bagão Félix nasceu em Ílhavo em 1948. Economista, é atualmente Professor Catedrático convidado na Universidade Lusíada. Ministro e Secretário de Estado em
vários governos do Portugal democrático nas áreas das Finanças, da Segurança Social,
do Trabalho e do Emprego. Desempenhou também múltiplos cargos em instituições, tendo sido, nomeadamente, vice-governador do Banco de Portugal, administrador nas
áreas da banca e dos seguros, Presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz e
membro de órgãos sociais de várias instituições de solidariedade social. Tem publicados muitos trabalhos e reflexões de âmbito técnico, profissional e religioso
 
(destaca-se) A sua paixão pela natureza e pelas árvores”
 
 
fonte wook -2016
……………..
 
“Escrito por Bagão Félix, em parceria com Ana Paula Figueira, “Raízes de Vida” enumera valores, atitudes e memórias que sustentam o ser humano e respostas da natureza às inquietações do Homem.
 
“Raízes de Vida” mergulha no húmus da terra para estabelecer similitudes entre a árvore e o Homem, naquilo que é a sua essência. “O livro nasceu de algumas palavras que estavam à procura da sua vez como as sementes estão à procura da grande árvore”, afirmou Bagão Félix, entrevistado por Fernando Alves, na Manhã TSF. “A palavra e as sementes são unidas por um ponto fundamental: a vida.”
 
“Por vezes, fazemos uma divisão artificial entre o Homem e o resto da Natureza. A visão que procura conciliar os aspetos da natureza humana com os aspetos da natureza botânica e vegetal é um ensinamento para todos”, considera Bagão Félix. “É o prodígio da Natureza.”
 
 
…………
 
da sua presença nas 5as de leitura, no dia 12 de junho, de2019, na biblioteca municipal da figueira da foz, fica o registo integral. fica ao critério de cada um a selecção do que de mais interessante lhe parecer.
 
josé santos silva ou “uma vitória do diabo”

josé santos silva ou “uma vitória do diabo”


_DSC0236
62 anos de idade, mais de 40 a trabalhar no museu santos rocha na figueira da foz, josé santos silva – o santos silva, como o tratam os amigos – é uma caixinha de surpresas e ele próprio um museu vivo.
com muitos e variados interesses e conhecimentos, “ajuntar” diabos é, há muitos anos, um dos seus interesses.
entre julho e novembro de 2019, está patente no museu santos rocha, na figueira da foz, um conjunto de mais 80 diabos nas mais variadas “encenações”.
a exposição leva o título “A [F]figueira tem o DIABO à beira”
homem de ideias, santos silva é um provocador dos diabos

 

“Os anos de Trump” nas 5as de leitura


60381356_687608751697279_5586777872476930048_n

na sessão aqui registada eduardo paz ferreira apresentou o seu último livro ” Os anos de Trump”.
sobre o autor consulte-se a página da faculdade de direito da universidade de lisboa a ele dedicada
ou esta breve síntese na página da wook
“Cidadão europeu, nascido nos Açores, a região mais distante do centro da Europa, Eduardo Paz Ferreira é, desde sempre, um europeísta convicto que dedicou uma parte significativa da sua vida profissional e académica aos temas europeus. Com 23 anos, chefiou o Gabinete do Ministro dos Negócios Estrangeiros do Primeiro Governo Constitucional, Medeiros Ferreira, e, a esse título, integrou muitas das conversações bilaterais prévias à entrega do pedido de adesão. Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, é decano do grupo de ciências jurídico-económicas e membro do Conselho Geral da Universidade. Preside ao Instituto Europeu e ao Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal, onde vem promovendo inúmeras iniciativas sobre temas europeus. Publicou diversos artigos e livros sobre essas matérias. É catedrático Jean Monnet, distinção atribuída pela Comissão Europeia.”
o essencial do registado em vídeo

 

postais do arroz (1)

postais do arroz (1)


a memória do arroz
0 ahcravo_DSC_7483

pelo alinhamento das estacas o arroz vai sendo lançado

as marés é que mandam
e venho do mar
o arroz é que manda
e a faina outra
a do semear artesanal
da barca da bóia do saco
do voo do arroz
pela mão lançado à água
à terra alagada
ao berço
borda do campo
porto godinho
amieira
vinha da rainha
um pouco por aqui andei
colhi onde semeavam
semeio agora
a memória do arroz
a minha
(borda do campo; 2019)
mãos (5)

mãos (5)


(des)crença
0 ahcravo_DSC5891

patrícia relvas (lavoisier)

 
acredito no produto
das mãos na obra
talvez memória um dia
 
o reencontro com
perdura enquanto
apenas enquanto
 
a eternidade o regresso
são hoje e agora
nada existe para além
 
um amigo trouxe-te
sem o saber
a este dia onde ainda
 
as tuas palavras
o teu rosto
as nossas conversas
foram de novo
 
nisso acreditávamos
acredito ainda
 
(lavoisier; cae; 2019)
escuta

escuta


0 ahcravo_DSC02634 bw

luis ferreira na peça “monólogo do diabo” de antónio tavares

escuta o vento
no fremir das folhas
das árvores nuas
 
entre luz e sombra
a fronteira é ténue
 
muitos sucumbem
ao peso da luz
e caem na sombra
 
nas árvores nuas
assobia o vento
por entre os ramos
 
ténue a fronteira
entre sombra e luz
 
(figueira da foz; 06 abril 2019)

para walmir chagas


00 ahcravo_DSC6430 s1

também eu não sei
que coisa é o homem
carlos
comungar esta ignorância
com um homem como você
é um privilégio
 
mas eu sinto
quando um homem
tem assunto
 
como se escreve no português
de vocês que eu vou usar aqui
 
eu senti que walmir tinha assunto
você devia ter conhecido walmir
carlos
 
você devia
mas você não conheceu
digo eu
e sobrou para mim
falar de walmir
 
olhe melhor pensando
deixemos que seja walmir
a falar de walmir
 
ele fala sem palavras
precisa ver
 
(sam; figueira da foz; 15 março 2019)

 

“beto do bandolim” em 21/03/2019

“beto do bandolim” em 21/03/2019


no âmbito da sam – semana arte mulher – 2019, na figueira da foz, a animação musical nos jardins de inverno do cae, ficou a cargo da banda “beto do bandolim”.

composição da banda neste show:
 
bandolim: adalberto cavalcanti (beto do bandolim)
0_DSC6409
percursão – wilmar chagas
00 ahcravo_DSC6430 s1
viola – bruno pereira
0_DSC6434
vozes –  geraldo maia e clarisse fernandes
0_DSC6422 s
1_DSC6418_clarisse bw
 
ao longo da semana deu três espectáculos, todos eles com reportórios diferentes, no primeiro fotografei, o segundo e o terceiro, com autorização do beto, filmei.
 
com equipamento básico para gravações em zonas de luminosidade uniforme, o registo é o possível com a qualidade que se pode ver. mas era bom demais para se perder.
 
nesta gravação utilizei outra máquina mas mesmo assim os resultados não foram famosos.
 
se não gostarem da imagem, fechem os olhos e oiçam, vale a pena

abraço-vos


abraço-vos

00 ahcravo_DSC6405_walmir

walmir chagas o homem instrumento

escrevo abraço
com a de abril
começo de
afonso do zeca
 
abraço a geografia
os afectos
as palavras
os cravos de abril
 
quem
abraço neste abraço
sente
 
os mais são só
isso
 
escrevo abraço
abraço abraço
 
e abraço-vos
porque hoje
passei a tarde
convosco
 
(figueira da foz; sam; março, 2019)
 
para o beto, walmir, geraldo, clarisse e bruno
luis filipe castro mendes nas 5as de leitura

luis filipe castro mendes nas 5as de leitura


54257024_653127438478744_2896044637502308352_n

Luís Filipe Castro Mendes nasceu em 1950 e, ainda muito cedo, entre 1965 e 1967, foi colaborador do jornal Diário de Lisboa-Juvenil. Em 1974, licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa e desenvolveu, a partir de 1975, uma carreira diplomática, tendo nomeadamente sido Cônsul Geral no Rio de Janeiro e depois Embaixador em Budapeste, Nova Deli, junto da UNESCO e, mais tarde, junto do Conselho da Europa, em Estrasburgo

 
Foi o Ministro da Cultura do XXI Governo Constitucional da República Portuguesa.
 
Enquadrável numa estética pós-modernista, a sua obra revela um universo enigmático onde o fingimento e a sinceridade, o romântico e o clássico, a regra e o jogo conduzem às realizações mais lapidares e expressivas.
 
Manuel Alberto Valente nasceu em Vila Nova de Gaia, em Novembro de 1945, e é licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, cidade onde reside. Depois de uma breve passagem pelo jornalismo, tem dedicado toda a sua vida à actividade editorial.
 
Publicou quatro livros de poesia: Cartas para Elina (1966), Viola Interdita (1970), Os Olhos de Passagem (1976) e Sete (desen)cantos (1981), estando representado em diversas antologias nacionais e internacionais.
 
Em 2008, foi agraciado pelo Governo francês com o título de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras.
 
Enquanto editor, Manuel Alberto Valente passou pela editora Dom Quixote e pela Asa, sendo actualmente director da Divisão Editorial e Literária de Lisboa da Porto Editora.
 
do evento aqui fica o registo considerado relevante pelo editor