o que nunca lerás
o tempo que passou há quanto tempo no tempo parou o beijo primícia carícia guarda ainda o teu sabor o teu nome cravado nos lábios sangra iniciaste um tempo que contigo acabou há quanto tempo o tempo parou


vou

falo do incerto
do por vir
todo o início é
teremos o tamanho
dos dias
que fizermos nossos
todo o caminho é
falo dos amigos
e a palavra fica por vezes
somente letras
incertos os dias
o por vir os amigos o caminho
incerto eu
na incerteza de tudo
se abrem os dias
por onde vou vou vou

(torreira; 2010)
pescador

não saber onde
ignorar o quê
crescer para
ser maior que
vencer o mar
ganhar terra

(torreira; 2010)