carlos aldeia


 

carlos aldeia

amanhã outro dia
será

é assim no mar
vive-se cada dia como se
o primeiro
o último

amanhã outro copo
virá

é assim na tasca
um copo de ressaca
uma onda varre o corpo
uma carta sai do baralho
uma noite passa no tempo

amanhã outra faina
será

vida de pescador
é percorrer em terra
caminhos que no mar rasgou

e eu sou