quando o mar trabalha na torreira


humana a força toda - que os bois já acabaram e os tractores ainda não

 

à força de braços e arte
deslizando sobre varas
caminhada lenta pausada
o barco chega ao mar

assim o início

provocadoras
ondas chamam
amor seu
vida nossa

homens sobem
inundam o barco de força
aos remos
serão poucos
bastantes porém

lanço
que começa
esperança
no que o mar
para dar tem

 

(torreira; século XX)

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