postais da ria (45) – meditação à beira de


marina dos pescadores, torreira, maré cheia

marina dos pescadores, torreira, maré cheia

mais que eu
sou todos os que antes de mim
acrescentaram páginas ao livro da memória
deixaram-me o recebido
distribuo-o

o que resta do ter sido
o ser eu aqui inquieto
enquanto

quebro o vidro atravesso-o
firo-me sangro toco tudo
até onde

estou vivo

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(torreira; marina dos pescadores)

moliceiros sempre (1)


o voo dos cisnes

o voo dos cisnes

dos moliceiros e do moliço

até meados da década de 60 do século passado, os montes de moliço cobriam todo cais do bico.

segundo os dados coligidos pelo comandante rocha e cunha, no livro ” notícia sôbre as indústrias marítimas na área da jurisdição da capitania do pôrto de aveiro” (1938, gráfica aveirense)

…. em 1938 existiam na ria 1750 moliceiros, que rendiam 3.600.000$00.

pesca lagunar no mesmo ano:

nº de pescadores- 1.255; nº de redes – 1.354; rendimento – 1.981.582$00.”

percebe-se assim a importância que o moliço tinha na economia da ria de aveiro.

era tal a quantidade apanhada que houve que estabelecer um período de defeso, correspondente ao da desova e criação dos peixes que escolhiam a ria como maternidade.

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(torreira; regata s. paio, setrembro, 2014)