crónicas da xávega (128)


são pescadores

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o chegar do saco

há quem deixe nome
obra e fama
herança quanto baste

há quem nada deixe
porque nada foi
no tanto de ter sido

oferecem o corpo
ao mar
vestem-se de vento
e areia

perdem-se à noite
por onde mais
ninguém senão eles

são ninguém
são gente
são pescadores

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há os que partiram, os que resistem e os que já não voltam

(torreira; companha do marco; 2009)

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