crónicas da xávega (172)


como ficar calado?

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a vida de pescador é dura, muito dura

no dia em que o furão vaidoso engorda a sua luxuosa reforma, com a entrada para presidente não executivo de um grande grupo bancário, nesse mesmo dia, hoje, um pescador da torreira de baixa por doença grave, diz-me na praia:

– estou de baixa cravo e recebo e … euros por mês (tenho vergonha de escrever o valor)

é esta sociedade a que eu me recuso a pertencer e a não denunciar.

só respeito os homens que se ajoelham perante deus, porque acreditam e eu não.

os mais, queria-os de pé, como se tivessem pernas dentro da cabeça.

isso sonho

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o horácio, a manga da rede e o alador

(torreira; 2012)

One thought on “crónicas da xávega (172)

  1. Costuma-se dizer…” dos Fracos não reza a história” mas, destes homens que tem reformas baixas e que labutam todos os dias para arranjar o pão nosso de cada dia, estes sim, são os heróis do mar e da terra que forma a identidade deste POVO Português. Eu sou uma admiradora das pessoas e passo a citar ( que cavam a terra com as unhas dos pés )

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