crónicas da xávega (343)


o poema
0 ahcravo_ DSC_1323 sbw1

(torreira; 2010)

colhe de madrugada
as mais límpidas palavras
orvalhadas de sonho
no côncavo das mãos
sente-as crescer
sente-as
depois ergue os braços
entrega-as
à brisa da manhã
não importa se as conheces
sequer se as amas
liberta-as
serão elas o poema
que nunca escreveste

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s