(praia de mira; 2008)
praia de mira
crónicas da xávega (479)
a fala dos retratos_16
a fala dos retratos_12
a fala dos retratos_8
memória_10062010
a memória dos dias

praia de mira; 2009
poema do dia
nos olhos
o brilho mais límpido
das rochas
a fonte o rio
nascem
dos olhos
a chama o lume
brotam
nos teus olhos
me deito
ao comprido das horas

praia de mira; 2009
memória_31052010
a memória dos dias

praia de mira; 2010
assim se vêem os homens
é a primeira deste ano.
dia de mar de vaga alta e de risco para quem ao mar se faz.

praia de mira; 2010
crónicas da xávega (346)
a hora do quinhão

praia de mira; 2009
não têm rosto
nunca o tiveram
mesmo que o produto da sua faina
seja o mais apreciado
são pescadores artesanais
das artes da arte-xávega
da xávega
pescadores
quase todos o foram
para voltarem a ser
longe do mar fizeram vida
a vida que o mar lhes negou
regressam por vício
ou porque
como o povo diz
o bom filho a casa torna
é a hora do quinhão
que foi boa a pescaria
crónicas da xávega (332)
o melhor de mim
não to posso dar
deixei-o um dia
nos braços do mar

praia de mira; 2008
pescadores_ 12012010

praia de mira: 2008
erguem-se de madrugada
um pedaço de broa
café
o desjejum parco
rápido
que o arrais deu ordens
de mar
repousam
o corpo gasto
à sombra dos aparelhos
enquanto ordens
não chegam
(são pescadores
sempre o foram
mesmo quando
não o eram)




