fernandito meireles, outubro, 2014


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concerto incluído na semana internacional de guitarra, organizada pela orquestra clássica do centro, no pavilhão de portugal, em coimbra

no dia 19 de outubro de 2014

“Exposição / apresentação de instrumentos do construtor Fernando Meireles

Concerto com Fernando Meireles & friends

Percussão – Estela Lopes; guitarra–Amadeu Magalhães; Fernandito Meireles – violino

Fernando Meireles – sanfona e bandolim

Fernando Meireles, músico, investigador e artesão, o mais afamado construtor de guitarras portuguesas e o único que se aventurou na arte de recriar um instrumento medieval, a sanfona.

“De todas as tarefas que desempenho a que me dá mais prazer é construir instrumentos. Comecei a fazê-los porque os tocava, mas agora toco-os por os fazer. Se não os tocasse e investigasse, nunca teria atingido o nível que atingi.” Nomes como Júlio Pereira, Pedro Caldeira Cabral ou Amadeu Magalhães não abdicam de tocar com peças que possuem a marca de fabrico artesanal deste jovem de idade incerta que nasceu em Penafiel e vive em Coimbra, onde tem um ateliê no edifício da Associação Académica.

Neste concerto são interpretadas Músicas das tradições europeias com destaque para a Música Tradicional Portuguesa”

 

“poemas do conta-gotas” em coimbra


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ana biscaia desenha

PASSEIO

Oh como gostam os cães
de passear na rua os donos
quando estes envelhecem

(joão pedro mésseder)

in

“POEMAS DO CONTA-GOTAS”
Edições Xerefé
2015

Poemas de João Pedro Mésseder
Ilustração de Ana Biscaia
Design: Paul Hardman
Impressão: Tipografia Damasceno, Coimbra)

o filme da apresentação

 

 

das palavras


visto-me de palavras
de palavras ando
que de palavras me fui fazendo
sem saber se muitas
se poucas
apenas pelo prazer de

para o dia a dia
camisa garcia márquez
calças eugénio de andrade
sapatos sophia de mello breyner
um bruto carro
antónio lobo antunes

para a praia
polos marca vinicius
calções de banho drummond
chapéu faulkner
toalha miguel angel asturias

de inverno
impermeável proust
meias prévert
e você manuel bandeira
junto com zé gomes
aquecem os meus dias

óculos
esses não dispenso 
para ler as marcas da roupa que visto
então só mesmo se forem fernando pessoa 

(coimbra; baixinha)

o charlatão


que não disse
o que disse
embora todo povo ouvisse

comeremos
pequenas e saborosas
as bananas
jamais seremos porém
as bananas que comemos

do estado conselheiro
seria exemplo a seguir
que a tão alto cargo se guindou

que não disse
disse
aí chegou
a república
quase das bananas
que não dos mesmos

haja decência
ouvimos
mas como
se já não há paciência

célebre a frase
nos ouvidos ecoa
obviamente demito-o

a isto chegámos
só nos faltava o buraco
no cérebro
que da ilha nos querem
vender

fundiu-se