“estou farto de comer peixe, mas se não o como não tenho mais nada para comer”
desabafo de um jovem pescador na praia de mira, hoje – 31 de julho de 2010
uma gargalhada
os olhos rasos de tanto
(you know what i mean?)
um estar na vida como
no palco
um homem de todos os homens
uma gargalhada até à última
(any way)
partir partilhando
vertical
não consigo tony
agora quando te revir
serão as lágrimas por ti
pelo que estás a fazer
e eu ficarei sem saber
onde quer que estejas
onde quer que mores
há um colete de vaca pendurado
à espera que o vistas
umas bejecas, entre tremoços
e um cigarrito
http://www.youtube.com/watch?v=wnJRRibuExs
http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1630217&seccao=Teatro
o falecido zé murta, deixou 4 filhos, uma neta e um pedido: não deixem morrer a companha.
a marlene sempre foi uma rapariga de trabalho e a responsável, desde que a conheço há muitos anos, pela contabilidade da companha, além de trabalhar no alar das redes, no conduzir dos tractores.
a sobrinha, bruna, de 3 anos, já segue as pisadas da tia. o ano passado já andava com as mãozitas nas cordas e este ano já a vi escolher peixe e separá-lo para as caixas certas.
apanhei-a, neste instantâneo, a imitar a tia no fazer das contas, cadernito na mão.
descansa zé, a companha continua.
(murtosa – torreira – companha do murta)