o papu, a mulher alexandra dias e o filho, toda a família se junta no safar das redes.
assim se aprende de pequeno que não é em caminhas de baloiço que se adormece, mas no terno balanço da ria que se inicia a caminhada.
(torreira; 2007)
atracada a bateira, vai o pescador descansar.
a madrugada e a manhã foram gastas no largar e no alar.
regressa depois de comer e começa a safar as redes.
uma das formas de safar as redes é dentro da própria bateira, e a
rede passa, por cima de uma vara, da ré para a proa enquanto se vai safando.
a dança que começou na ria para a ré, faz-se agora da ré para a proa.
o massa, em primeiro plano, é um homem de mar e de ria, de força e de trabalho, que canta com tanta alma quanto aquela que põe na faina.
(torreira; marina dos pescadores;2010 )
na arte da solheira o safar é sem dúvida a tarefa mais trabalhosa.
durante alguns registos iremos acompanhar o bailar das redes e como, quando e onde pode ser feito o safar das redes.
olhar é o princípio da descoberta das coisas e do estudo dos processos em que se inserem
(cais do bico; murtosa; 2010)