quando o mar trabalha na torreira


ana cebola

 

 

sereia
deste mar
sou

em terra
ergo meu ser mulher

cantando
palavras cifradas
lançadas no vento
correm pelas ondas

trazem barcos
homens redes
perdidos no mar

sereia
sou
deste mar

mulher farol
luz que teima
em não se apagar

(torreira; século XX)

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