certamente esta será a imagem do mês de julho de 2012, negra mas que poderá mudar algo na história dos moliceiros
onde quer que estejas
zé
queria dizer-te
que o sonho não morreu contigo
o barco zé
o teu barco
está pronto
estamos em agosto
zé
dia 4
a maria faz anos hoje
zé
o olá sam paio
renasceu no mesmo dia
o filho do teu sonho
é prenda de anos da maria
amanhã
o teu sonho
zé
vai beijar o mar
abraçar as ondas
levar o teu nome de regresso
ao sítio de onde nunca partirás
o mar da torreira
Apresentamos-vos hoje um testemunho simples, resultante de uma experiência vivida com um casal avieiro da Chamusca, a quem poderemos chamar de “amigo”, mercê do acolhimento, sempre caloroso, que nos têm dispensado.
O Turismo de Experiência tende a ser um segmento com uma expressão cada vez mais forte, no vasto conjunto de oferta turística. Agregando a Cultura Avieira ao Tejo (da qual é indissociável), numa rota turística com elevado potencial, a vivência de situações expressivas do modo de vida desta comunidade de pescadores tenderá a marcar a sua própria imagem, incrementado a notoriedade necessária à sua afirmação.
Estamos certos de que a Cultura Avieira contribuirá para o desenvolvimento e a economia regionais, acrescentando valor às próprias comunidades e à preservação do seu património cultural, inquestionável na identidade dos municípios ribeirinhos e da população em geral.
À Ana Paula Pinto, autora do texto, e ao Carlos Vitorino, autor das fotos, endereçamos os nossos agradecimentos por este novo e sensível trabalho trazido directamente do nosso rio Tejo.
Gabinete de Coordenação
(Candidatura da cultura Avieira a património imaterial nacional e da Unesco)
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Cultura Avieira – Um património, uma identidade
considerando os prémios de participação e de mérito, o máximo que um moliceiro pode totalizar com as regatas do bico na murtosa e a do s. paio na torreira, será de 900 euros, tendo para tal de ficar em primeiro lugar nas duas.
uma vez que os custos de manutenção e pintura dos barcos para participarem nas regatas, nunca é inferior a 1.000 euros, compreender-se-á facilmente que, este ano, foram os donos dos barcos que participaram nas regatas, quem efectivamente financiou o turismo da ria.
esperemos que para o ano tal não volte a acontecer e que estes homens vejam reconhecido o seu esforço, amor e empenho na manutenção de uma tradição que os viu nascer e que consigo levam até onde ….
para eles, mais que um aplauso, um abraço solidário e reconhecido pelo que são: PORTUGUESES

(regata do bico; 2012)