4 de agosto de 2012. o novo olá s.paio atravessa a ria com destino ao mar

 

onde quer que estejas

queria dizer-te
que o sonho não morreu contigo
o barco zé
o teu barco
está pronto

 
estamos em agosto

dia 4
a maria faz anos hoje

o olá sam paio
renasceu no mesmo dia
o filho do teu sonho
é prenda de anos da maria

 

amanhã
o teu sonho

vai beijar o mar
abraçar as ondas
levar o teu nome de regresso
ao sítio de onde nunca partirás

 

o mar da torreira

ti jaime fernandes


 

 

Apresentamos-vos hoje um testemunho simples, resultante de uma experiência vivida com um casal avieiro da Chamusca, a quem poderemos chamar de “amigo”, mercê do acolhimento, sempre caloroso, que nos têm dispensado.

O Turismo de Experiência tende a ser um segmento com uma expressão cada vez mais forte, no vasto conjunto de oferta turística. Agregando a Cultura Avieira ao Tejo (da qual é indissociável), numa rota turística com elevado potencial, a vivência de situações expressivas do modo de vida desta comunidade de pescadores tenderá a marcar a sua própria imagem, incrementado a notoriedade necessária à sua afirmação.

Estamos certos de que a Cultura Avieira contribuirá para o desenvolvimento e a economia regionais, acrescentando valor às próprias comunidades e à preservação do seu património cultural, inquestionável na identidade dos municípios ribeirinhos e da população em geral.

À Ana Paula Pinto, autora do texto, e ao Carlos Vitorino, autor das fotos, endereçamos os nossos agradecimentos por este novo e sensível trabalho trazido directamente do nosso rio Tejo.

 

Gabinete de Coordenação

(Candidatura da cultura Avieira a património imaterial nacional e da Unesco)

Cultura Avieira – Um património, uma identidade

 

FOLHA INFORMATIVA Nº 24-2012_De redes vazias

o cancelamento da regata da ria e o apoio aos moliceiros


 

diria o sérgio godinho: “com um brilhozinho nos olhos” …..

 

considerando os prémios de participação e de mérito, o máximo que um moliceiro pode totalizar com as regatas do bico na murtosa e a do s. paio na torreira, será de 900 euros, tendo para tal de ficar em primeiro lugar nas duas.

 

uma vez que os custos de manutenção e pintura dos barcos para participarem nas regatas, nunca é inferior a 1.000 euros, compreender-se-á facilmente que, este ano, foram os donos dos barcos que participaram nas regatas, quem efectivamente financiou o turismo da ria.

 

esperemos que para o ano tal não volte a acontecer e que estes homens vejam reconhecido o seu esforço, amor e empenho na manutenção de uma tradição que os viu nascer e que consigo levam até onde ….

 

para eles, mais que um aplauso, um abraço solidário e reconhecido pelo que são: PORTUGUESES

regata de moliceiros, bico 2012 (cont.)


moliceiro “a. rendeiro”, do ti zé rebeço, que ficou em 2º lugar

moliceiro “dos netos”, do ti abílio “carteirista”, 3º classificado

o moliceiro “manuel silva”, do ti manuel “valas”, 4º classificado

o moliceiro “pequenito”, do ti manuel “vareiro”, 5º da geral e 1º dos barcos pequenos

os dois primeiros classificados na bóia do chegado

a partida em direcção ao poente

josé pedro, 12 anos, neto de zé rito, e que foi o timoneiro do 4º classificado

manuel “valas” que, com uma vela mais pequena que os outros e furada, quando ninguém dava nada por ele, chegou em 4º