todos
são poucos
e tu
zé
arrais
eras
mais um
sempre
foste
eras mais
(torreira, 2008)
deixa-te ser
existir apenas
sem pressa
passear os olhos
por onde tudo
é
no início
do início
ficar
não saber
de
indiferente
a vida
faz-se
no lento
percurso das águas
os homens
são barcos
para outra
aventura
deixa-te
ser
não sei
quantos somos
sei
que pagamos muito
não sei
quantos são
sei
que ganham muito
sei
que não pode
continuar assim
somos demais
a pagar tanto
sei
que não pode
continuar assim
são demenos
a ganhar tanto
do que sei
e do que não sei
se faz este país
sei
que somos muitos
não sei
para que serve
sermos assim
tantos
besos
en
las olas
se
vuelven
pájaros
cabrais não
os haverá
gaspares
coelhos
similares
sim
maria
estes
também