crónicas da xávega (39)


quando eu chegar

é tempo de mar

é tempo de mar

quando eu chegar
que seja num dia de sol
com cheiro a maresia

trago sede de sal
fome de navegar

vim para ser aqui
haja barco que me leve
possa eu embarcar

trago sede de sal
fome muita de mar

e todos ficaram encharcados

e todos ficaram encharcados

(torreira; companha do marco; 2014)